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Rodrigo Guedes denuncia a Refinaria da Amazônia, da Rede Atem, pela prática de preços abusivos dos combustíveis e aciona órgãos de fiscalização

O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) denunciou, nesta quarta-feira (8), um esquema de lucro abusivo praticado pela Refinaria da Amazônia (REAM), controlada pela Rede Atem, ao manter o combustível R$ 1,60 mais caro por litro para as distribuidoras, mesmo após a queda no preço do petróleo, causando um prejuízo estimado em R$ 240 milhões por mês aos consumidores.

Guedes explicou que, em dezembro de 2022, a Rede Atem comprou a Refinaria Isaac Sabbá da Petrobras por R$ 1,3 bilhão. Desde então, a empresa interrompeu o refino do petróleo extraído em Urucu (Coari) e passou a importar o produto de países como Peru, México e Estados Unidos. O vereador destacou que, embora a refinaria receba incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM), ela não produz nem refina localmente, limitando-se a importar o combustível.

De acordo com a denúncia, quando a guerra envolvendo o Irã iniciou em 28 de fevereiro deste ano, a refinaria aumentou o preço para as distribuidoras apenas três dias depois, em 3 de março, justificando a alta do barril de petróleo importado, que saltou de 70 para quase 130 dólares. No entanto, mesmo com o fim oficial dos conflitos em 14 de junho e a queda do barril de volta para a casa dos 75 dólares, a REAM não repassou a redução para o mercado local.

“Estão roubando a população amazonense em plena luz do dia. O conflito acabou há quase um mês e o barril de petróleo voltou ao valor de antes, mas o preço que a refinaria cobra das distribuidoras continua R$ 1,60 mais caro por litro. Multiplicando isso pelos cerca de 150 milhões de litros vendidos mensalmente no Amazonas, são R$ 240 milhões por mês retirados ilegalmente do bolso do povo. Essa refinaria abastece todos os municípios do nosso estado e isso precisa ser barrado imediatamente”, afirmou o parlamentar.

Diante da gravidade da situação, Rodrigo Guedes anunciou que já protocolou representações formais pedindo a apuração de práticas abusivas junto à Polícia Federal (PF), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), ao Procon Amazonas, à Defensoria Pública e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O parlamentar informou ainda que levará o caso pessoalmente a Brasília para cobrar providências das autoridades federais e convocou a população a se mobilizar nas redes sociais.

 

Fonte: Ascom Vereador Rodrigo Guedes  

Foto: Kelvin Dinelli

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