Ex-prefeito de Manaus afirma estar preparado para um novo desafio aos 80 anos e reforça a necessidade de defender a Amazônia e o modelo econômico da Zona Franca
O ex-prefeito de Manaus e candidato a deputado federal, Arthur Virgílio Neto (MDB), participou, nesta quinta-feira, do podcast Eixo Sem Filtro, onde fez uma reflexão sobre sua trajetória política, explicou os motivos que o levaram a disputar novamente um mandato eletivo aos 80 anos e defendeu a preservação da Zona Franca de Manaus como instrumento estratégico para o desenvolvimento da Amazônia.
Com uma carreira que reúne passagens como deputado federal, senador da República, ministro de Estado, diplomata e prefeito de Manaus por três mandatos, Arthur afirmou que retorna à política motivado pelo compromisso de continuar defendendo os interesses do Amazonas em Brasília.
Segundo ele, a experiência acumulada ao longo de décadas de vida pública pode contribuir para enfrentar os desafios que o Estado vive atualmente.
“Não volto por vaidade. Volto porque acredito que ainda posso servir ao Amazonas, defender nossa gente e colocar minha experiência a favor do Estado em um momento decisivo”, afirmou.
Durante a entrevista, Arthur também voltou a defender a Zona Franca de Manaus e criticou as recorrentes tentativas de enfraquecimento do modelo econômico responsável pela geração de empregos e pela preservação ambiental na região.
Para o ex-prefeito, o Amazonas não deve ser visto apenas pela riqueza de seus recursos naturais, mas também pelo potencial científico e econômico da floresta.
“Será que a cura do câncer não pode estar escondida em nossas florestas? Quantas descobertas ainda podem surgir da Amazônia? Precisamos investir em ciência, pesquisa e inovação para transformar esse patrimônio em desenvolvimento para o nosso povo”, destacou.
Arthur também defendeu que o país reconheça a contribuição econômica da Zona Franca para o desenvolvimento nacional. Segundo ele, o polo industrial beneficia toda a economia brasileira, e não apenas o Amazonas.
“Por que querer acabar com a Zona Franca? Ela gera empregos, protege a floresta e movimenta a economia nacional. Nós contribuímos diretamente para o crescimento industrial do Brasil. Em vez de sermos vistos como um problema, deveríamos ser tratados como parceiros de estados como São Paulo, que também se beneficiam dessa cadeia produtiva”, afirmou.
Outro tema abordado durante o podcast foi a bioeconomia. Arthur defendeu investimentos em pesquisa, tecnologia e agregação de valor aos recursos da floresta como caminho para promover crescimento econômico aliado à conservação ambiental.
“O futuro da Amazônia passa pela bioeconomia. Precisamos produzir conhecimento, desenvolver tecnologia e gerar riqueza mantendo a floresta em pé. Esse é o grande ativo que o Amazonas oferece ao Brasil e ao mundo”, disse.
Ao longo da entrevista, Arthur Virgílio reforçou que sua candidatura representa a continuidade de uma trajetória dedicada à defesa do Amazonas e afirmou que pretende levar novamente ao Congresso Nacional pautas como a proteção da Zona Franca de Manaus, o fortalecimento da bioeconomia, a atração de investimentos e a valorização da Amazônia como patrimônio estratégico para o desenvolvimento sustentável do país.
